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Doenças ocupacionais e afastamento do trabalho desmotivam comemoração

27/04/2012

“Sem o seu trabalho o homem não tem honra”.Estatísticas sobre doenças relacionadas ao trabalho não deixam muitos motivos para comemoração no dia 1º de maio – Dia do Trabalhador. Na região, o setor das agroindústrias, que emprega de 1.700 a 2.000 trabalhadores, é um dos que retém um dos maiores índices de doenças do trabalho no Brasil. Célio Elias, presidente do Sindicato da Alimentação de Criciúma e região afirma que pelo menos um trabalhador é diagnosticado por mês com alguma doença relacionada ao trabalho. Segundo ele os trabalhadores das agroindústrias disparam no ranking dos afastamentos. De acordo com Ministério da Previdência, o Brasil em 2009, registrou 10.867 casos de doenças que configuram LERDORT. Protesto foi realizado essa semana na Seara Alimentos-Marfrig de Forquilhinha e direção do Sindicato participou de ato em São Paulo para pressionar a implantação Norma Regulamentadora dos Frigoríficos (NR) pelo Ministério do Trabalho. “Fica difícil comemorar a data com essa triste realidade provocada pela exploração dos patrões”. São vários fatores que contribuem para as lesões: velocidade e ritmo da noria de 9 a 10 mil frangoshora: Coxa na média de 4 a 6 minutos e peito na média de 6 a 9 minutos. “Hoje um jovem de 25, 30 anos, com 5 ou 6 anos de frigorífico já está doente, com lesões irreversíveis”, observa. O Procurador do Trabalho Sandro Eduardo Sardá, Gerente do Projeto Nacional do MPT de Atuação em Frigoríficos, cita pesquisas que apontam que a inadequação das condições de trabalho vem gerando o adoecimento de cerca de 20% do total de trabalhadores no setor. “As empresa não concede pausas de recuperação térmica e de recuperação de fadiga, não reduzem o ritmo de trabalho e ainda submetem seus empregados há horas extras habituais”, conclui.
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