“Crise é falsa e continuaremos defendendo os trabalhadores”
13/02/2009
Não existe crise econômica. Ela foi criada pela imprensa e grandes econômicos dos Estados Unidos e Europa, que estão usando de fatos generalizados, para não negociar aumento de salários e manutenção do emprego dos trabalhadores. A crise é falsa e continuaremos defendendo dos trabalhadores. Essa é a interpretação dos sindicatos, representando quase 100% das categorias da região e cerca de 70 mil trabalhadores, que participaram da reunião realizada no dia 12 de fevereiro no Sindicato dos Servidores Públicos de Criciúma.
“Se existe crise, ela está sendo boa para o segmento de avicultura. As agroindústrias aumentaram as vendas no mercado externo em 2005 e agora pela queda do preço, estão reduzindo em 20 % a produção para forçar a subida do frango o que nada tem haver com a crise”, lembrou Célio Elias, secretario Geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação. O sindicalista explica que não existem demissões no segmento. Para os bancários a crise aconteceu na década de 80 com o setor calçadista e na década de 90 no setor mineral com demissões em massa e fechamento de fábricas e minas,não nesse cenário econômico. “Os grandes grupos estão generalizando a crise em função de problemas em alguns países com fatos sem contexto divulgados pela imprensa brasileira”, analisou Edegar Generoso, Coordenador Regional da CUT e presidente do sindicato dos bancários. “O movimento sindical da região é combativo e temos que debater essas questões, analisou Carlos De Cores, presidente do Sindicato dos Químicos. Representantes dos comerciários observaram que as pessoas continuam consumindo e se houvesse queda na economia, o primeiro reflexo seria no comércio. Participaram do encontro 14 sindicatos: Alimentação, bancários, ceramistas, vigilantes, limpeza, metalúrgicos, ferroviários, mineiros de Criciúma e Siderópolis, saúde, servidores públicos de Criciúma e Içara químicos e comerciários.
Encaminhamentos - No debate, foi deliberada a criação de um Fórum permanente com a participação de todas as entidades para discussão da conjuntura nacional e mundial e defesa dos direito dos trabalhadores e panfletagem para ser entregue as categorias e sociedade com esclarecimentos sobre a crise. A primeira reunião deve acontecer em março.
