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Contra a Lei de Terceirização, manifestantes protestam na Ponte de Laguna

03/05/2015

Os manifestantes dos sindicatos e movimentos sociais estiveram dia 30 de abril na ponte de Laguna para protestar contra o projeto de lei que terceiriza a mão de obra do trabalhador (PL 4330). Aproximadamente 200 pessoas estiveram presentes no movimento que iniciou após o meio-dia e se estendeu até as 15h30min. Os protestantes se reuniram no KM-312, às margens da BR-101, em frente ao Posto Lagoa, a cerca de 200 metros da ponte de Laguna, no sentido SulNorte da rodovia. Posteriormente, todos seguiram pelo trilho, ao lado da ponte, até chegarem quase no início da mesma. Com faixas, cartazes, e também um caixão com as fotos dos dois deputados do Sul que votaram a favor da lei de terceirização, Ronaldo Benedet e Edinho Bez, ambos do PMDB, os manifestantes abanaram as bandeiras e, acenando, pediram para os motoristas reduzirem a velocidade para ajudar o movimento. O caixão carregado com velas e fotos dos candidatos foi queimado. De acordo com um dos líderes do movimento, Edegar Generoso, a intenção deste protesto foi para conscientizar as pessoas sobre a lei. “É importante que as pessoas saibam os prejuízos que esta lei trará ao trabalhador. Os direitos trabalhistas vão quase deixar de existir, o salário vai diminuir e não haverão mais sindicatos para proteger as categorias, pois todos serão terceirizados. Precisamos que a população tenha essa consciência para estarmos fortes caso uma greve geral seja necessária”, explicou generoso. O presidente da Federação dos Vigilantes e Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância, Prestadoras de Serviço, Asseio e Conservação e Transporte de Valores de Santa Catarina (Fenascon), Luiz Carlos Silva, esteve presente falando sobre a terceirização. “Represento uma federação de serviço e mesmo assim sei o quanto a PL 4330 prejudicará o trabalhador. Hoje, a empresa pode contratar serviços terceirizados, mas se sua mão de obra principal também for terceirizada, será o fim das leis trabalhistas” Multa - Durante a manifestação, sete viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e uma da Polícia Militar estavam presentes, sendo que haviam dois policiais militares e, aproximadamente, dez policiais rodoviários. O trânsito foi orientado e não houve filas, entretanto, de acordo com o policial rodoviário federal Wilmen Vieira, os manifestantes não tinham autorização para saírem de onde estavam concentrados no começo do protesto. “Eles não podiam seguir pelo trilho como fizeram. Não foi esse o acordo. Eles tentaram perturbar o trânsito, por isso, vou repassar esta atitude deles ao juiz. A multa para o que eles fizeram será de R$ 2 mil por pessoa e R$ 20 mil para cada sindicato”, afirmou o policial. Para Generoso, o grupo não infringiu as regras. “Não paramos a via. Nossa manifestação foi ao lado, seguindo pelo trilho. A PRF pode falar o que ela quiser, vamos entrar com recurso e sabemos que não fizemos nada de errado”, disse. O movimento, que acontece nesta quinta-feira e sexta-feira em todo o Brasil, vai seguir reunindo a classe para tentar impedir a continuidade desta lei. O próximo passo pode ser a greve geral das classes, caso seja acordado entre as partes sindicais. Fonte-textos: Cyntia Amorim e Douglas Saviato - Portal Engeplus
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